Como o Reino Unido se tornou o primeiro pais do G7 a energia a carvao

O Reino Unido fecha sua última usina a carvão, tornando-se o primeiro país do G7 a eliminar essa fonte de energia. A transição para energia limpa e renovável, como a solar e eólica, marca uma nova era no setor elétrico britânico.

A última usina elétrica a carvão do Reino Unido, Ratcliffe-on-Soar, em Nottinghamshire, fechará este mês, encerrando uma era de 142 anos de queima de carvão para gerar eletricidade. Esse marco é significativo, especialmente em um contexto internacional, por dois motivos: o Reino Unido é a primeira grande economia e o primeiro membro do G7 a alcançar esse feito. Além disso, foi em Londres que a primeira usina elétrica a carvão do mundo foi inaugurada em 1882, no Viaduto Holborn.

Entre 1882 e o fechamento de Ratcliffe, as usinas de carvão britânicas queimaram 4,6 bilhões de toneladas de carvão e emitiram 10,4 bilhões de toneladas de dióxido de carbono (CO2). De acordo com uma análise do think tank Carbon Brief, isso supera as emissões da maioria dos países, somando todas as fontes de energia.

A eliminação gradual do carvão no Reino Unido contribuirá para reduzir a demanda global pelo combustível a níveis não vistos desde o início dos anos 1600.




Quatro fatores que levaram ao fim da energia a carvão no Reino Unido

O processo de transição para energia limpa no Reino Unido foi construído em quatro pilares principais:

  1. Disponibilidade de fontes alternativas de eletricidade: A diversificação das fontes de energia foi essencial. Hoje, quase 30% da eletricidade britânica vem da energia eólica, tornando o país um dos líderes no setor Leia mais sobre o avanço da energia eólica no Reino Unido.

  2. Proibição da construção de novas usinas a carvão: Legislações impediram o desenvolvimento de novas instalações baseadas em carvão, promovendo uma mudança para energias renováveis.

  3. Precificação do carbono (CO2): A introdução do imposto sobre o carbono fez com que as energias renováveis, como a energia solar e eólica, se tornassem economicamente mais viáveis.

  4. Planejamento de longo prazo: O governo britânico estabeleceu um cronograma claro para a eliminação do carvão, permitindo ao setor de energia adaptar-se ao longo de uma década.




A substituição do carvão pelas energias renováveis

Atualmente, o sistema elétrico do Reino Unido é muito diferente do que era há apenas algumas décadas. As energias renováveis, como a solar e a eólica, têm se tornado predominantes na matriz energética.

Em 2023, as fontes renováveis atingiram um recorde, fornecendo 44% da eletricidade do Reino Unido. Em comparação, em 2018 essa participação era de 31%, e em 2010, apenas 7%. A produção de eletricidade a partir de fontes como energia solar e eólica deve aumentar de cerca de 135 TWh em 2023 para mais de 150 TWh este ano.

Por outro lado, os combustíveis fósseis continuam a perder espaço. Atualmente, representam apenas 33% do mix energético, sendo que o carvão corresponde a menos de 1%. Para efeito de comparação, essa redução de quase 20% desde 1957, quando o carvão representava 95% da matriz energética, é significativa.

Com a expansão das fontes renováveis, espera-se que, em 2024, mais de 50% da eletricidade do Reino Unido seja proveniente de fontes de energia limpa. Além disso, as outras formas de geração, como a nuclear e o gás, estão em declínio, com muitas usinas atingindo o final de sua vida útil.

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